ASPECTOS ÉTNICO RACIAIS NA SAÚDE: REVISÃO DE LITERATURA

  • Lara de Castro Ávila
  • Luane Damásio Nogueira
  • Ludmila Souza
  • Marcela Melo
  • Marcelly Matias
  • Mariana Melo
  • Maria Fernandes Rodrigues Dutra e Silva
  • Rodrigo Franco de Oliveira

Resumo

Introdução: No Brasil, brancos, negros, pardos e indígenas estão inseridos em espaços sociais marcados por desigualdades. Através de exigências e mobilizações da população negra por maior acesso ao sistema de saúde foram geradas transformações que influenciaram na Reforma Sanitária e a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Este propunha ações em saúde baseadas nos princípios da universalidade e do atendimento global. Objetivos: Realizar uma revisão bibliográfica de modo a distinguir se realmente a hostilidade étnico-racial está presente no contexto de atendimento à saúde. Método: Foi efetuado um levantamento nas bases de dados do Google Scholar, SciELO (Scientific Electronic Libary Online). Utilizaram-se os descritores “étnico”, “racial” e “saúde”, de forma individual e combinada. Foram selecionados artigos em português e inglês, publicados entre os anos de 2010 a 2017, e que detivesse como foco central o preconceito étnico racial no âmbito saúde. Após as buscas, os artigos foram lidos em sua totalidade e foram excluídos os estudos que não contemplavam os critérios de inclusão. Resultados: Inicialmente foram selecionados 17 artigos. Após análise de conteúdo, foram excluídos 07 estudos, restando, portanto, 10 artigos. Todos os estudos demonstram a existência do racismo na saúde, mas, de acordo com 05 artigos mais específicos, as mulheres são mais vulneráveis aos transtornos mentais, e há um valor e distinção social que se torna preconceito, sendo considerada uma barreira social, que impede a equidade em saúde. Dos artigos revisados 05 trazem uma concepção positiva quanto à inclusão de políticas no SUS. Mas destacam que, apesar de haver essas políticas, não necessariamente serão colocadas em prática e nem serão conhecidas por toda a população. Conclusão: Pode-se comprovar que, de fato, o preconceito étnico-racial é uma barreira que impede a equidade e está presente dentro do ambiente da saúde brasileira.

Publicado
2019-01-08
Seção
XV Mostra Acadêmica do Curso Fisioterapia