A ABORDAGEM DE UM PROTOCOLO FISIOTERAPÊUTICO NO TRATAMENTO DE UM CORREDOR PORTADOR DE SÍNDROME DO ESTRESSE TIBIAL MEDIAL: RELATO DE CASO.

  • Bruna Alves Ferreira
  • Fernanda Gabrielly Silva
  • Paulo César Simião Rodrigues
  • Rafaela Rodrigues da Silva
  • Sarah Lopes Bispo
  • Sávio Queiroz Seabra
  • Henrique Poletti Zani
  • Daniella Alves Vento
  • Wesley dos Santos Costa
Palavras-chave: Síndrome do estresse tibial medial. Atletas. Fisioterapia.

Resumo

 

Introdução: A síndrome do estresse tibial medial (SETM), popularmente conhecida como “Canelite”, é uma queixa comum em atletas, principalmente aqueles que costumam correr médias e longas distâncias. Objetivos: Aplicar um protocolo fisioterapêutico no tratamento de um paciente com síndrome do estresse tibial medial. Métodos: Paciente C. P de 45 anos, sexo masculino, atleta de corrida de rua com diagnóstico clínico de fratura por estresse em tíbia direita com presença de calo ósseo e dores intensas com duração de até dois dias após o treino. Foi realizada avaliação inicial e ao final do tratamento, de dor pela Escala Visual Analógica (EVA), perimetria de perna que tomou como ponto inicial o maléolo medial da tíbia com marcações de cinco em cinco centímetros até platô medial da tíbia, a força muscular (FM) foi mensurada com a escala de Oxford. Protocolo realizado: alongamento por técnica de facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) nos músculos solear, gastrocnêmio, tibial anterior e posterior, fibular longo e fibular curto, treino do controle sensório motor com uso de disco proprioceptivo e treino de FM com utilização de faixa elástica e caneleiras. Resultados: Foram realizados 8 atendimentos, perimetria inicial de 19cm e final 17,5cm apresentou diminuição significativa no ápice de calo ósseo, o membro acometido retornou para seu estado de normalidade comparado ao membro saudável. O quadro álgico inicial de EVA(06) e final EVA(0), FM foi restabelecida de FM(-4) para FM(+5). Conclusão: Foi possível observar que com poucas sessões houve o aumento da força muscular, abolição do quadro álgico e do edema cutâneo o que pode sugerir que o protocolo fisioterapêutico utilizado pode favorecer a analgesia. Atualmente o paciente pratica treinos de 16km ininterruptos sem nenhuma dor pós treino. Paciente orientado a uso de crioterapia pós treino com duração de vinte minutos no método PRICER e uso de palmilha proprioceptiva para prática desportiva.

 

Publicado
2019-01-09
Seção
XV Mostra Acadêmica do Curso Fisioterapia