A IMPORTÂNCIA DA REABILITAÇÃO NEUROFUNCIONAL NO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL – RELATO DE CASO

  • Ilana de Freitas Pinheiro
  • Patrícia Maiara Ferreira Oliveira
  • Fabiana Furlan
Palavras-chave: Fisioterapia. Acidente Vascular Cerebral. Reabilitação Neurofuncional.

Resumo

 

Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) representa a principal causa de morte no Brasil e é considerada a doença mais incapacitante no país. Esse quadro tende a se agravar à medida que a população brasileira envelhece em considerável progressão. A hemiplegia é uma das principais sequelas pós AVC,  afetando mais de 80% desses indivíduos, tendo como  consequência imediata, o  prejuízo da funcionalidade. A intervenção fisioterapêutica se faz necessária no processo de reabilitação destes pacientes proporcionando assim uma melhor qualidade de vida. Objetivos: O presente estudo teve como objetivo descrever um caso clínico de um paciente com sequela de AVC e a importância do tratamento fisioterapêutico para o mesmo. Métodos: Trata-se de um relato de caso de um paciente do sexo masculino, 77 anos, com diagnóstico clínico de AVC acompanhado da sequela de hemiplegia à esquerda e afasia. Ao exame físico, o mesmo apresentou paralisia flácida de membro superior e inferior esquerdo, diminuição de força e amplitude de movimento do hemicorpo direito, não apresentava controle de tronco, utilizava-se da cadeira de rodas, não realizava transferências posturais e era dependente de sonda nasogástrica. O paciente foi submetido a intervenção fisioterapêutica, com uma frequência de 2 vezes por semana e duração de 50 minutos cada sessão, com um total de 16 sessões. Os objetivos e condutas foram elaborados baseando-se nos achados da avaliação fisioterapêutica e em evidências científicas para o tratamento de pacientes com AVC. Resultados: O paciente adquiriu controle de tronco na posição sentada com apoio, melhorou a função do membro superior direito e realizou transferência do sentado para a posição ortostática com auxílio. Foi retirada a sonda nasogástrica. Conclusão: As condutas estabelecidas no plano de tratamento, como atividade terapêutica, contribuíram para melhora da função do membro superior comprometido e o lado não afetado, evolução nos exercícios, melhora de equilíbrio, melhora do controle de tronco, tornando o participante mais independente para suas AVD´s e consequentemente contribuindo para uma melhor qualidade de vida.

 

Publicado
2019-01-09
Seção
XV Mostra Acadêmica do Curso Fisioterapia