ASSOCIAÇÃO ENTRE O NÍVEL DE QUALIDADE DE VIDA E SÍNDROME DE BURNOUT EM FUNCIONÁRIOS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR NA CIDADE DE ANÁPOLIS

  • Gessica Lorrayne de Sousa
  • Gleyson Cândido
  • Ketlen da Silva Marcelino
  • Larissa Aparecida Silva Oliveira
  • Ludmila Mendes Brito
  • Thaís Cotrim Tavares
  • Samara Lamounier Santana Parreira
  • Cecília Magnabosco Melo
  • Rúbia Mariano Silva
  • Kelly Cristina Borges Tacon

Resumo

Introdução: A preocupação com o bem-estar passa a ter uma crescente importância para as pessoas não só em suas vidas particulares, mas também profissionais. O presente estudo teve como objetivo verificar se há uma associação entre o nível de qualidade de vida com a síndrome de burnout em funcionários de uma instituição de ensino superior de Anápolis-GO. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, observacional de caráter descritivo. A pesquisa foi realizada com funcionários do Centro Universitário de Anápolis – UniEVANGÉLICA. Para avaliar o nível de exaustão foi utilizado o Maslach Burnout Inventory – General Survey (MBI/GS) e para verificar o nível de qualidade de vida o questionário WHOQOL-bref. Para associar os domínios de qualidade de vida com os parâmetros de burnout foi utilizado o teste qui-quadrado com correção de likelihood ratio. O nível de significância aceitado foi o de p< 0,05. Resultados: Participaram da pesquisa 34 funcionários admitidos no Centro Universitário de Anápolis – UniEVANGÉLICA. De acordo com a análise descritiva, a população apresentou níveis baixos de envolvimento pessoal no trabalho (9,79 ±7,71) e despersonalização (4,76 ±4,39) e níveis médios de exaustão emocional (17,53 ±9,51). Observou-se uma associação da exaustão emocional com o domínio físico (p=0,001) e psicológico (p=0,005), e houve relação da despersonalização com os domínios físico (p=0,019), psicológico (p=0,004) e ambiental (p=0,034). Conclusão: Os resultados do estudo demonstraram que indivíduos com distúrbios físicos e psicológicos tendem a estar mais frios e exaustos emocionalmente e que o ambiente profissional pode ocasionar uma mudança de personalidade.

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Publicado
2019-01-09
Seção
XV Mostra Acadêmica do Curso Fisioterapia