TRIAGEM SOROLÓGICA PARA HIV 1 e 2, SÍFILIS, HEPATITES B e C PROVENIENTE DE AÇÕES DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS/GO

  • Gabrielly Martins da Silva Nunes
  • Cleibson Ramos da Silva
  • Kelly Deyse Segati
  • Rodrigo Scaliant Moura
  • Flávia Gonçalves Vasconcelos
  • Emerith Mayra Hungria Pinto
Palavras-chave: HIV. Sífilis. Hepatite B. Hepatite C. Triagem Sorológica.

Resumo

O aumento dos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) tem sido um assunto preocupante para a saúde pública, sendo importante orientar a população em relação as formas de prevenção e as complicações que as ISTs podem trazer quando não diagnosticadas e tratadas. As ISTs que ocorrem durante o período gestacional podem causar morte fetal, parto pré-termo, encefalite e outros. A infecção pelo HPV é responsável pelo desenvolvimento de câncer do colo do útero e a infecção pelo HIV leva ao desenvolvimento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Além do mais, as ISTs curáveis como a sífilis, a gonorreia e a clamídia facilitam a transmissão sexual do HIV. Dessa forma, o Ministério da Saúde vem incentivando a realização de testes rápidos como estratégia na ampliação do acesso ao diagnóstico. Trata-se de um estudo descritivo transversal com abordagem retrospectiva com objetivo de analisar os resultados obtidos na triagem sorológica das ações de extensão nos anos de 2017 e 2018, traçando o perfil epidemiológico dos casos positivos. Foi realizada triagem sorológica para HIV, Sífilis, Hepatites B e C em cinco locais de Anápolis, aplicando formulários que continham informações sobre gênero, raça, estado civil, escolaridade, uso de drogas, opção sexual, número de parceiros sexuais, histórico de ISTs entre outros. Foram selecionados para análise 481 formulários que continham todos os dados dos formulários preenchidos e eram de participantes maiores de 18 anos de idade. Os dados coletados dos formulários foram digitados em banco de dados no Microsoft Excel (2016). Os resultados mostraram que dos 481 formulários analisados 63% (n=301) eram do sexo feminino e 37% (n=180) do sexo masculino, sendo 12 resultados positivos (2,49%; 12/481), dos resultados positivos 10 casos eram de sífilis (84%; 10/12) e 2 casos de Hepatite B (16%; 2/12), dos casos positivos a maioria eram do sexo masculino, com média de idade de 49 anos, de cor branca (50%; 6/12), com ensino superior completo (58%; 7/12). Em relação aos fatores de risco a maioria dos casos positivos declarou ter relações sexuais desprotegidas (67%; 8/12) e 42% (5/12) tinham múltiplos parceiros sexuais. Nenhum dos casos positivos relatou ter visitado o banco de sangue nos últimos 12 meses e a maioria declarou não utilizar nenhum tipo de droga (67%;8/12) ou realizar compartilhamento de seringas (75%;9/12). A análise dos formulários de extensão universitária nos mostrou a necessidade de ações voltadas a realização dos testes rápidos na população, pois essa estratégia permite o rastreamento de indivíduos com ISTs, favorecendo o diagnóstico e tratamento precoce, interrompendo a cadeia de transmissão dessas doenças. Além disso, ressalta a importância da atuação do farmacêutico para orientação da população quanto à prevenção de ISTs e em estimular a população para a procura de serviços de saúde mesmo sem a apresentação de sintomas.

Publicado
2019-01-02
Seção
XII Simpósio em Estudos Farmacêuticos