REVISÃO DE LAUDOS DE HEMOGRAMA COMPLETO E CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DAS ANEMIAS

  • Danielle Maria Coutinho Estevam
  • Nayara Cristiana Souza de Oliveira
  • Aline Sinzervinch de Oliveira
  • Ana Maria Santos de Lima
  • Laurenzo Vicentini Pais Mendonça
  • Kelly Deyse Segati
Palavras-chave: Doenças Hematológicas. Sangue. Técnicas de Laboratório Clínico.

Resumo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a anemia como “um estado em que a concentração de hemoglobina do sangue é anormalmente baixa em consequência da carência de um ou mais nutrientes essenciais, qualquer que seja a origem dessa carência”. Para o diagnóstico da anemia é utilizado o hemograma que é um exame laboratorial para análise quantitativa e qualitativa. Os dados fornecidos pelo hemograma são fundamentais dentro da investigação das doenças hematológicas. O uso dos índices hematimétricos tem enorme importância para racionalizar a abordagem diagnóstica diferenciais como das anemias, estes são: volume corpuscular médio (VCM), hemoglobina corpuscular média (HCM) e concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM). O objetivo foi realizar um levantamento dos laudos de hemograma completo, com finalidade de avaliar a prevalência de anemia de acordo com a classificação morfológica estratificando-os em variáveis de gênero e faixa etária. Trata-se de um estudo retrospectivo de caráter longitudinal, no qual foram analisados laudos de hemograma completo de pacientes atendidos pelo SUS na cidade de Anápolis – Goiás – Brasil. O levantamento dos laudos foi realizado no Laboratório de Análises Clinicas da UniEVANGÉLICA, durante o período 01/01/2017 a 15/08/2017.Os dados foram coletados a partir da ficha de cadastro do laboratório e do arquivo de laudos pelo sistema interno (SISLAC) em seguida realizou-se a transcrição dos resultados para uma tabela no formato Excel para posterior análise de dados. O trabalho teve aprovação do Comitê de Ética em pesquisa da Instituição sob protocolo de número: 2.675.303/2018. Foram analisados 2.023 laudos de hemograma no Laboratório de Análises Clínicas da UniEVANGÉLICA do ano de 2017. A pesquisa encontrou a diminuição de hemoglobina em 20,61% total dos pacientes, esse diagnóstico é indicativo de anemia (417/2.023). A anemia normocítica foi a mais prevalente na população estudada estando presente em 72,4% dos laudos anêmicos (302/417). Anemias normocíticas e hipocrômicas foram observadas em 34,4% (104/302), a morfologia e coloração das hemácias dentro dos parâmetros de normalidade visualizadas em 65,5% dos laudos (198/302). Dos pacientes que apresentavam anemia no ato da coleta 109 apresentavam microcitose representando 24, 22 % do total de anemia (109/417).  A anemia microcítica e hipocrômica esteve presente em 92,6% dos casos (101/109), já a anemia microcítica e normocrômica foi observada em 7,4% (8/109). Curiosamente, a anemia macrocítica foi um evento pouco relatado, estando presente em 1,4% dos laudos (6/417) entre estes todos apresentavam hemácias normocrômicas. Entre os pacientes anêmicos 54,7 % do total de anemia (228/417) apresentaram a população de hemácias heterogenias (RDW alto) e 45,3% dos casos (189/417) apresentaram RDW normal. A anemia mais prevalente durante o ano de 2017, dos exames realizados no laboratório de Análises Clínicas da UniEVANGÉLICA, foi a anemia normocítica e normocrômica, apesar dos poucos estudos na região centro-oeste, o valor está de acordo com a literatura regional. A segunda forma morfológica mais encontrada foi microcítica que tem como principal causa o baixo consumo de alimentos ricos em ferro. E a forma macrocítica foi a que obteve menor prevalência na região.

Publicado
2019-01-02
Seção
XII Simpósio em Estudos Farmacêuticos