PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES NO EXAME DE URINA

  • Walas De Abreu Bueno
  • Helayne Moreira De Assis Feitosa
  • José Carlos De Brito
  • Laurenzo Vicentini Pais Mendonça
  • Luciana Vieira Labre
  • Kelly Deyse Segati
Palavras-chave: Rim. Contagem de Leucócitos. Técnicas de Laboratório Clínico.

Resumo

A urina é um importante objeto de estudo permite avaliar a função renal e fornece indícios sobre a etiologia de disfunções, sendo um fluído de fácil obtenção pode revelar informações importantes sobre diversas funções metabólicas dos organismos. O exame de elementos anormais de sedimentação urinária (EAS) compreende a realização de três etapas distintas: análise física, análise química e análise microscópica do sedimento. Após a realização do exame físico e químico o sedimento urinário deve ser observado por microscopia. Os componentes do sedimento urinário bem como os resultados das análises químicas e físicas, têm grande significado clínico no diagnóstico e manejo de pacientes. Para a realização destas etapas faz-se necessária uma vasta experiência para identificação e classificação precisas. O objetivo do presente estudo foi estimar as alterações presentes no exame EAS em amostras de pacientes atendidos em laboratório clínico no ano de 2017. O estudo foi realizado no Laboratório de Análises Clínicas da UniEVANGÉLICA situado em Anápolis – Goiás – Brasil. Foram incluídas 500 amostras de urina processadas de acordo com as recomendações para o exame de urina estabelecido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas. As análises estatísticas foram realizadas através do programa EpiInfo versão 3.5.1. Os resultados do exame físico apontaram a variação de aspecto em 170 amostras 34%, (170/500) dos casos sendo que as 66% dos exames físicos eram aspecto límpido (330/500), 24,20% eram ligeiramente turvo (121/500), e apenas 9,8% foram turvo (49/500). A coloração com maior prevalência foi amarelo citrino observada em 78,60% (393/500) seguida de 20,20% de amarelo claro (101/500) e outras cores 1,2% (6/500). O odor sui generis esteve presente em 96% dos casos (480/500), a urina fétida foi relatada em 4%dos casos (indicativo de infecção). O exame químico demonstrou a bilirrubina com 97,4% ausente nas amostras, 2,4 % de presença com uma cruz (+) e 1 amostras (0,20%) com duas cruzes (++). A presença de corpos cetônicos esteve ausente em 98,4% das amostras, em 5 amostras obteve traços (1,00%), 2 amostras (0,40%) presente com uma cruzes (+) e 1 amostra (0,20%) com duas cruzes.A densidade apresentou valores em variadas escalas, densidades elevadas foram visualizadas em 11,8% (59/500). A esterase leucocitária é indicativa de inflamação, o exame demonstrou que 10,2% (51/500) amostras apresentavam três cruzes (+++), 8,2% (41/500) amostras apresentavam (+) e 5,8% (29/500) das amostras apresentavam duas cruzes (++).  A ausência de esterase leucocitária foi observada em 379 amostras representando 75,8%. A glicosúria e proteínúria foram observadas em 17 amostras, representando 3,4% cada. O teste de nitrito que prediz uma infecção do trato urinário esteve presente em 9,8% das amostras. As alterações presentes no EAS sejam na avaliação física da amostra, química e sedimentoscópica, revelaram significados clínicos importantes e servindo de auxílio para investigações de varias doenças metabólicas, renais, entre outras. Na população avaliada a maioria esteve dentro dos parâmetros de normalidade o desempenho do teste foi satisfatório para determinar anormalidades físicas e químicas e o diagnóstico de infecções do trato urinário.

Publicado
2019-01-02
Seção
XII Simpósio em Estudos Farmacêuticos