INDICAÇÕES CLÍNICAS DOS ÍNDICES PLAQUETÁRIOS

  • Daiane Viana Sousa
  • Ismael Gardino Correia
  • Ana Maria Santos De Lima
  • Aline Sinzervinch De Oliveira1
  • Laurenzo Vicentini Pais Mendonça
  • Kelly Deyse Segati
Palavras-chave: Hematologia. Sangue. Patologia.

Resumo

As plaquetas são fragmentos celulares anucleados obtidos através do processo de proliferação e diferenciação dos megacariócitos, processo denominado megacariocitopoese. Estas estruturas possuem importante papel na hemostasia, devido às suas funções de aderência e agregação entre si para a formação do tampão plaquetário no local da lesão no endotélio vascular. A determinação do número de plaquetas na circulação sanguínea pode ser realizada tanto por métodos convencionais como por contadores hematológicos automáticos, sendo este último um método que disponibiliza valores de índices plaquetários, parâmetros estes pouco utilizados na prática clínica.  Dentre os principais índices plaquetários está o PDW (Platelet Distribution Width) que analisa a Amplitude de Distribuição das Plaquetas com base no tamanho, sendo um índice plaquetário que reflete o quão uniforme está o tamanho das plaquetas. A contagem de plaquetas ou (Decreased platelet - PLT) se trata da determinação do número de plaquetas por mm3 de sangue, normalmente este índice plaquetário está entre 150.000 a 400.000 plaquetas/mm3 de sangue. O Plaquetócrito (PCT) corresponde ao volume total de plaquetas num determinado volume de sangue e está diretamente relacionado com a contagem do número de plaquetas, e o volume plaquetário médio (VPM), que é considerado um índice marcador da função plaquetária. Diante disso, o objetivo do presente estudo foi pesquisar quais as indicações clínicas dos índices plaquetários. Para realização do estudo foram levantados 10 artigos que abordavam o tema proposto. Após a leitura dos artigos foram selecionadas quais as principais indicações clínicas dos índices plaquetários relatadas pelos pesquisadores. A hemostasia é dependente do bom funcionamento das plaquetas e dos fatores plasmáticos. As doenças causadas pelo distúrbio desses componentes, especialmente os que envolvem plaquetas são responsáveis pelos quadros de trombocitose e trombocitopenia, o aumento e a diminuição da quantidade de plaquetas no sangue, respectivamente. Tais quadros podem interferir nos valores dos índices plaquetários e indicar patologias hematológicas da série branca.O VPM adquiriu grande importância na patologia clínica, sendo utilizado para determinar a morbilidade e mortalidade em várias entidades nosológicas de diversas fisiopatologias (infecções, doenças cardiovasculares, distúrbios metabólicos). Além disso, foi demonstrado que o aumento do VPM esteve associado ao mau prognóstico em pacientes com diabetes mellitus, sepse, embolia pulmonar, tabagismo e doenças imuno-inflamatórias. O PDW representa a massa plaquetária e pode está diminuindo em quadros de trombopenia acentuada, situações em que o organismo não consegue compensar a massa plaquetária. A PLT aumentada pode indicar metaplasia mielóide idiopática, leucemia mielóide crônica, artrite reumatóide, enterite, tuberculose, sarcoidose, infecção aguda, hemorragia e deficiência de ferro. Já valores diminuídos podem indicar rubéola, citomegalovirose, vírus Epstein-Barr, HIV, alcoolismo, hipersensibilidade a heparina, diuréticos tiazídicos, espironolactona, estrógenos, quimioterápicos e drogas imunossupressoras. A partir do estudo realizado pode-se concluir que apesar dos índices plaquetários não serem muito empregados na prática clínica podem ser ferramentas determinantes no estudo de doenças de caráter hematológico ou não, fazendo-se necessários estudos mais complexos e aprofundados a respeito do tema com o objetivo de descrever quais as principais indicações clínicas dos índices plaquetários.

Publicado
2019-01-02
Seção
XII Simpósio em Estudos Farmacêuticos