ANÁLISE DE BACTERIÚRIA DURANTE O PERÍODO GESTACIONAL

  • Ana Luiza Gonçalves Faria
  • Ane Emanuelle Queiroga Mendes
  • Joice Barbosa Oliveira
  • Laurenzo Vicentini Pais Mendonça
  • Kelly Deyse Segati
Palavras-chave: Sistema urinário; Antibacterianos; Técnicas de Laboratório Clínico.

Resumo

Estima-se que entre 10 a 20% das mulheres terão uma infecção do trato urinário em algum momento. As transformações anatômicas e fisiológicas que ocorrem no trato urinário nesta favorecem para o desenvolvimento de infecções urinárias sintomáticas. Sabe-se que a redução da capacidade renal de concentrar a urina durante a gravidez reduz a atividade antibacteriana deste fluido, passando a excretar quantidades menores de potássio e maiores de glicose e aminoácidos, e produtos de degradação hormonal, fornecendo um meio apropriado para a proliferação bacteriana. Neste período, observa-se também que a urina da grávida apresenta pH mais alcalino, situação favorável ao crescimento das bactérias presentes no trato urinário. O exame qualitativo de urina é importante para detectar a existência de bacteriúria e piúria que são indicadores de infecção do trato urinário (ITU). A associação entre infecção do trato urinário e a piora do prognóstico gestacional já é conhecida. Destacam-se entre as complicações o trabalho de parto e parto pré-termo, ruptura prematura de membranas amnióticas, restrição de crescimento intra-útero, recém-nascidos de baixo peso e óbito perinatal. Objetivo foi estimar a prevalência de bacteriúria em pacientes gestantes a partir de amostras de urina analisadas no Laboratório de Análises Clínicas da UniEVANGÉLICA. A presente pesquisa tratou-se de um estudo prospectivo de corte transversal realizado no Laboratório de Análises Clínicas da UniEVANGÉLICA situado em Anápolis – Goiás – Brasil, onde avaliaram as características químicas, físicas e sedimentoscópicas da urina. A metodologia baseou-se em uma avaliação sedimentoscópica das amostras colhidas no ano de 2017 em gestantes. A presença de bactéria na análise do sedimento urinário bem como a quantificação foram consideradas para o diagnóstico de bacteriúria. O trabalho teve aprovação do comitê de ética em pesquisa da instituição UniEVANGÉLICA sob protocolo de número: 2.147.426/2017.Das 1000 amostras realizadas no ano de 2017, 73 eram de gestantes representando uma prevalência geral de 7,3%. A presença expressiva de bactérias foi observada em 38 (52,0%) pacientes sendo que10 (7,3%) evidenciaram bactérias aumentadas, o que é de maior relevância clínica para diagnóstico e tratamento e 28 (20,44%) apresentaram bactérias levemente aumentadas, esse diagnóstico é inconclusivo, podendo sugerir início de infecção ou contaminação da amostra. Apenas 6 (4,38%) amostras não apresentaram bactérias na urina e29 (21,17%) apresentaram bactérias raras podendo ser indício de contaminação da amostra. 28 (20,44%). A ITU representa relevante fonte de complicações maternas e perinatais, torna-se incontestável a identificação e tratamento desta forma de infecção durante o pré-natal, evitando-se complicações, tratamento é viabilizado pelo antibiograma. Já o controle de tratamento é feito utilizando-se a urocultura, solicitada sete dias após o término do tratamento, mensalmente nos três primeiros meses e, caso todas sejam negativas, bimensalmente a seguir, até o término da gravidez. A prevenção e o diagnóstico precoce conferem resguardo para a gestante e feto, visto que possibilitam intervenções clínicas seguras e imediata. Conclui-se a partir do presente estudo que os resultados encontrados confirmam a prevalência de bacteriúria em pacientes no período gestacional. Sabendo que este é um estado alarmante, o tratamento rápido, objetivo e individualizado deve ser prioridade na conduta terapêutica destas pacientes.

Publicado
2019-01-02
Seção
XII Simpósio em Estudos Farmacêuticos