ASSOCIAÇÃO ENTRE SEDENTARISMO E SÍNDROME DE BURNOUT EM FUNCIONÁRIOS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR NA CIDADE DE ANÁPOLIS

  • João Martins Oliveira Filho
  • Juliana Pereira Agra
  • Mayza Catalani Marques
  • Mélik Ferreira Garcia
  • Yasmine Mendes de Morais
  • Elisângela S. Mendes Moreira
  • Wesley dos Santos Costa
  • Cecília Magnabosco Melo
  • Rúbia Mariano Silva
  • Kelly Cristina Borges Tacon
Palavras-chave: Burnout. Estilo de vida sedentário. Saúde do trabalhador. Fisioterapia.

Resumo

Introdução:  A prática sistemática do exercício físico está associada à ausência ou a poucos sintomas depressivos ou de ansiedade. Estudos demostram que trabalhadores que praticam exercício físico regularmente previnem doenças osteomusculares, melhoram desempenho físico e mental e desempenham melhor suas funções. O presente estudo tem como objetivo verificar se existe associação entre sedentarismo e síndrome de burnout entre trabalhadores de uma IES privada em Anápolis. Métodos: Trata-se de um estudo observacional transversal de cunho descritivo. A pesquisa foi realizada com funcionários do Centro Universitário de Anápolis – UniEVANGÉLICA. Para avaliar o nível de exaustão foi utilizado o Maslach Burnout Inventory – General Survey (MBI/GS) e para qualificar o nível de atividade física foi utilizado o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) versão curta. Para associar os scores de burnout com o nível de atividade física e índice de massa corporal foi utilizado o teste qui-quadrado com correção de likelihood ratio. O nível de significância aceitado foi o de p< 0,05. Resultados: Participaram da pesquisa 34 funcionários admitidos no Centro Universitário de Anápolis – UniEVANGÉLICA. De acordo com a análise descritiva, a população apresentou níveis baixos de envolvimento pessoal no trabalho (9,79 ±7,71) e despersonalização (4,76 ±4,39) e níveis médios de exaustão emocional (17,53 ±9,51). O teste qui-quadrado apresentou somente uma associação significativa entre exaustão emocional e IMC (p=0,018). Conclusão: Não houve associação entre o nível de atividade física e os parâmetros de burnout, porém, mostrou que indivíduos com sobrepeso e obesidade tende a ter mais chances de estarem exaustos emocionalmente.

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Publicado
2019-01-09
Seção
XV Mostra Acadêmica do Curso Fisioterapia