TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO E ODONTOLÓGICO EM DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR: UM RELATO DE CASO

  • Amanda Alves Lopes
  • Amanda Gabrielly de Oliveira
  • Évellyn Silva Souza
  • Gabrielly Gonçalves Castilho
  • Kimberly Neves Reis
  • Liandra Kellen Corrêa Bruno
  • Thaynara Ferreira Santana
  • Silvio Santana de Oliveira
  • Kelly Cristina Borges Tacon
Palavras-chave: Fisioterapia. Analgesia. Reabilitação. Articulação temporomandibular.

Resumo

Introdução:  A ATM é a única articulação móvel do crânio e é considerada a mais complexa do corpo humano porque é a única que permite movimentos rotacionais e translacionais. Tal articulação é reforçada por músculos externos e internos que quando estão em repouso apresentam contração mínima a fim de manter equilíbrio.  No entanto, pode haver uma disfunção, caracterizada como Disfunção Temporomandibular (DTM) que é um tipo de patologia orofacial advinda de distúrbios, tendo a dor como um dos principais sintomas. Para tanto, o presente estudo teve como objetivo relatar a evolução de um paciente diagnosticado com disfunção temporomandibular atendido pelos serviços de Odontologia e Fisioterapia da UniEVANGÉLICA. Métodos:  O relato foi feito com analise transversal na área de DTM e dor orofacial, de paciente não identificado, sexo masculino, durante 11 atendimentos realizados pelo serviço de fisioterapia de um a Clínica Escola na cidade de Anápolis no período de agosto a outubro de 2018. Para coleta de dados foi utilizado dados do prontuário do paciente contendo anamnese, exame físico objetivo e plano de tratamento, bem como evolução diária do mesmo. Para avaliar a severidade dos sintomas foi utilizado o Índice Anamnésico de Fonseca. Descrição do Caso: Paciente M. M. P., 25 anos, sexo masculino, foi atendido na Clínica Odontológica de Ensino UniEVANGÉLICA, onde relatou dor na região de ATM (Articulação Temporomandibular) no qual foi encaminhado para Clínica de Fisioterapia do Centro Universitário de Anápolis- UniEVANGÉLICA. Os primeiros sintomas começaram a aparecer no final de 2017. Foi relatado pelo paciente a presença de cefaléia e dor na região do músculo trapézio, tendo frequência de dor diária. Resultados: Constatou-se ganho da amplitude entre as seções nos movimentos de abertura, incursões laterais, protusão e retração a partir do relaxamento muscular, além de diminuição do quadro álgico variando de EVAi 5 a EVAf 2. O paciente encontra-se ainda em fisioterapia e também foi encaminhado ao serviço de Psicologia, pois relatou estar sempre ansioso e isso pode refletir em uma possível piora no tratamento. Conclusão: Observou-se remissão da sintomatologia dolorosa em região de ATM, e nos movimentos mandibulares de abertura, incursão lateral e protusão, bem como a efetividade e eficácia de um atendimento multidisciplinar contribuindo para uma melhor resolutividade.

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Publicado
2019-01-09
Seção
XV Mostra Acadêmica do Curso Fisioterapia