AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA TONTURA NA FUNCIONALIDADE DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS

  • Brenda Maria de Almeida Maximiano
  • Diego Henrique do Carmo Jayme
  • Gabriel Oliveira Hipólito
  • Guilherme da Silva Pereira
  • Higor Antonio da Cruz Montes
  • Isadora Laís Vieira Abreu
  • Ilana de Freitas Pinheiro
  • Rúbia Mariano Silva
  • Kelly Cristina Borges Tacon
Palavras-chave: Avaliação do impacto na saúde. Sistema vestibular. Instituição de longa permanência. Idoso. Fisioterapia.

Resumo

Introdução: No envelhecimento pode haver o comprometimento da habilidade do sistema nervoso central em processar os sinais vestibulares, visuais e proprioceptivos, os quais são responsáveis pela manutenção do equilíbrio corporal causando prejuízos a saúde pelas quedas. Para tanto, o presente trabalho tem o objetivo de avaliar o impacto da tontura na funcionalidade dos residentes de uma Instituição de longa permanência na cidade de Anápolis. Métodos: Foi realizado um estudo transversal, observacional de cunho descritivo, onde foram incluídos idosos, de ambos os sexos, residentes em um Abrigo de Longa Permanência na cidade de Anápolis-GO no período de agosto a outubro de 2018.  Como critério de inclusão na pesquisa foi utilizado o teste do relógio que avalia a capacidade cognitiva. Foram excluídos idosos que apresentassem alguma condição clínica como Alzheimer, dificuldades na pronúncia ao responder o questionário ou baixa pontuação no teste do relógio.  Em seguida, foi aplicado o questionário Dizziness Handicap Inventory (DHI) antes e pós intervenção fisioterapêutica. Resultados: Dos 20 idosos abordados apenas 3 foram incluídos na pesquisa, por estarem dentro dos critérios de inclusão. Na comparação de antes e pós-intervenção observou-se que 1(33,3) idoso melhorou no aspecto emocional e 2(66,7) idosos obtiveram melhoria no aspecto físico, sendo que não foi observado melhora no aspecto funcional nos 3 participantes do estudo. Conclusão: Observou-se melhora pós intervenção fisioterapêutica nos aspectos aspecto físico e emocional do DHI, o que nos sugere uma melhora na qualidade de vida, mesmo não obtendo melhora no aspecto funcional, levando em consideração o grau de dependência destes pacientes.

Referências

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Publicado
2019-01-09
Seção
XV Mostra Acadêmica do Curso Fisioterapia