DIFICULDADE NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA E SEU IMPACTO NO ÂMBITO FAMILIAR

  • Beatriz Siqueira Silva
  • Débora Teodoro Carrijo
  • Jordana Diniz Ribeiro Firmo
  • Manuelle Quixabeira Freire
  • Maria Fernanda Áurea de Pina
  • Juliane Macedo
Palavras-chave: Autismo. Diagnóstico. Dificuldade. Transtorno do Espectro Autista.

Resumo

O transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma síndrome que acarreta dificuldades na comunicação, na imaginação e na interação social. Desse modo, seu diagnóstico é realizado apenas por avaliações clínicas e não há nenhum exame laboratorial comprovado que auxilie no diagnóstico precoce da doença. Portanto, existem diversas complicações para investigação dessa enfermidade como a variabilidade de apresentação dos sintomas, a escassez de profissionais qualificados para reconhecimento das alterações e a falta de serviços especializados. Somado a isso, o autismo é um assunto comum, porém pouco esclarecido no âmbito social, assim quando uma criança apresenta os primeiros sinais os pais encontram-se leigos e alheios e, muitas das vezes, acreditam que é apenas uma característica da criança. Dessa maneira, o diagnóstico é realizado tardiamente e provoca diversos impactos na rotina familiar, sendo a mãe com o foco totalmente direcionado a criança autista e o pai ao financeiro. Tal comportamento causa uma superproteção dos familiares, provocando ciúmes dos irmãos e uma demasiada sobrecarga na mãe. Assim, objetiva-se através desse trabalho abordar as dificuldades do diagnóstico precoce de pessoas que apresentam autismo e seu impacto no âmbito familiar. Utilizou-se uma revisão integrativa da literatura, sendo selecionados 28 artigos que apresentavam características que melhor respondiam a questão: quais as dificuldades para o diagnóstico do TEA e suas relações com a interação família? Diante do analisado, concluiu-se que devido à escassez de exames laboratoriais e da subjetividade dos sintomas, o diagnóstico dessa enfermidade ocorre de forma tardia e causa grande impacto familiar. Em vista disso, é necessário uma maior investigação cientifica e médica quanto a etiologia e os fatores que determinam a síndrome, além de uma equipe multiprofissional que ampare a criança e a família.

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Publicado
2018-12-28
Seção
XV Mostra de Saúde - 10 anos do Curso de Medicina