A VIOLÊNCIA COMO PRECURSORA DO TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO E O IMPACTO NA SAÚDE DA MULHER

  • Ana Flávia Gonzaga Santos Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA
  • Ana Flávia Gonzaga Santos Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA
  • Eliabe Roriz Silva
  • Emanuel Emanuel Fernandes Souza Xavier
  • Lays Vieira Claudio Tangerino
  • Sarah Coelho Borges
  • Yasmin Santos Daguer
  • Talita Braga
  • Danielle Brandão Nascimento
Palavras-chave: Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Violência. Mulher. Trauma.

Resumo

É notável que desde a infância até o fim da vida, as mulheres são suscetíveis a violação em diversos âmbitos, uma vez que a violência se estender desde a sexual, física, psicológica e até obstétrica. Essa realidade reflete em quadros biopsicossociais como depressão, ansiedade, auto culpabilização, isolamento social e, em destaque, é fator prevalente no desenvolvimento do Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Objetivo do estudo em voga busca realizar uma revisão integrativa da literatura analisar de que forma a violência atua como precursora do estresse pós-traumático e seu impacto na saúde da mulher. Para isso, foram selecionados 21 artigos publicados entre 2014 e 2018, sendo 18 em inglês e 3 em português usando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Post-Traumatic”; “Violence Against Women”; “Estresse Pós-Traumático” e “violência”. Resgatando artigos das plataformas Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e Public Medline (PubMed). Desse modo, foi possível ratificar a íntima relação entre violência contra a mulher e o desenvolvimento de TEPT, além de identificar fatores agravantes do quadro, como traumas na infância, violência por parceiro íntimo (VPI), revitimização, intercorrências durante a maternidade, Vírus da imunodeficiência humana (HIV), baixa autoestima, déficit cognitivo, permanência em abrigos e assistência social insuficiente. Portanto, faz-se necessária maior atenção às condições predisponentes ao evento traumático e a cronificação do transtorno.

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Publicado
2019-01-02
Seção
XV Mostra de Saúde - 10 anos do Curso de Medicina