COLOSTOMIA E AS MUDANÇAS NO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO DO INDIVÍDUO

UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

  • Lismary Barbosa de Oliveira e SILVA
  • Joyce Rodrigues RAMOS,
Palavras-chave: Colostomia. Colostomia e adaptação. Colostomia e qualidade de vida

Resumo

Introdução: A ostomia intestinal é a exteriorização de órgãos do trato gastrointestinal realizando sua fixação na parede abdominal, chamada de colostomia. O paciente submetido a ostomia, permanente ou temporária, sofre um processo de adaptação para que aceite sua nova condição de vida, esta nova condição é provavelmente difícil e o processo de adaptação é, por vezes, traumático, pois afeta a saúde psicológica, o bem-estar físico, a autoestima, os fatores sexuais e físicos do paciente (SOUZA, 2004; VIEIRA et al 2013). Objetivo: identificar na literatura cientifica as mudanças que ocorrem no paciente colostomizado e a relação com a qualidade de vida. Metodologia: Trata-se de revisão integrativa da literatura. A coleta de dados foi realizada por meio de busca em produções científicas indexadas na plataforma da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) nas bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF, e na plataforma Scielo publicados no período entre 2007 a 2017 (janeiro a março), disponíveis na integra, gratuitos no idioma português. Resultados: Foram evidenciadas as dificuldades do colostomizado no processo de adaptação. Nota-se o surgindo de sentimentos negativos que interferem na qualidade da saúde física e mental durante o processo de adaptação. As principais alterações encontradas que interferem na qualidade de vida dos colostomizados foram discutidas em três categorias: a Sexualidade, o Convívio Social e Imagem Corporal. Considerações finais: É evidente a fragilidade do sujeito ostomizado durante o processo de adaptação da sua nova condição, portanto, é imprescindível o apoio dos familiares e da equipe de profissionais capacitados para atender estes pacientes no serviço de saúde. A forma como a pessoa se vê e ou a aceitação da nova condição ocorre, contribuirá diretamente na qualidade de vida do mesmo, sendo que o isolamento não é positivo para o enfrentamento da condição de colostomizado, devendo ser enfrentado procurando maneiras de se adaptar e conviver com a bolsa. Percebeu-se a necessidade de novos estudos a fim de promover conhecimento e possíveis ações que podem ser benéficas para a vida das pessoas colostomizadas, contribuindo para a qualidade de vida.

Referências

SOUZA, A.G. M; Intestinal ostomia: Profile of the clientele registered in the Association of Ostomates of Anápolis and the changes occurring in the family environment. Anápolis, 2004.

VIEIRA, Leila Maria et al. Colorectal cancer: between suffering and rethinking in life. Health debate, Rio de Janeiro, v. 37, N. 97, p. 261-269, Jun. 2013. Available at . Access on 05 Nov. 2017.
Publicado
2019-01-07
Seção
II Simpósio de Produção Científica do Curso de Enfermagem da UniEVANGÉLICA