PERFIL DA MORTALIDADE POR CÂNCER DO COLO DE ÚTERO NO BRASIL - PERÍODO DE 2010 A 2015

  • Angélica Lima Brandão SIMÕES
  • Tatiana Caexeta FERREIRA
  • Jeniffer Rodrigues da SILVA
Palavras-chave: HPV. Câncer do colo do útero. Mortalidade feminina.

Resumo

Introdução: O câncer do colo do útero é ocasionado pela infecção do Papiloma Vírus Humano (HPV) por repetições em sua maioria. O início da vida sexual mais cedo, multiplicidade de parceiros e os maus hábitos alimentares aumenta a probabilidade para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. (INCA, 2016). Segundo o Sistema de informação da mortalidade, em 2013 o número de óbitos por câncer do colo do útero foi de 5.430 e em 2015 de 5725 mortes (INCA, 2018). Objetivo: Traçar o perfil de mortalidade no Brasil, região Centro Oeste e Goiás, no período de 2010 a 2015. Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo com abordagem quantitativa, utilizando-se de dados secundários do DATASUS. Os dados para o estudo foram obtidos por meio de consulta às seguintes bases de dados SIM (Sistema de Informações de Mortalidade), disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), Sala de apoio a Gestão Estratégica do Ministério da Saúde (SAGE), e Instituto Nacional do Câncer (INCA), Artigos Científicos e Manuais. A população do estudo foi constituída por dados de mulheres do Brasil, região Centro Oeste, Goiás, observando e descrevendo a incidência proporcional por câncer de colo de útero em relação ao total de óbitos, usando determinantes como faixas etárias, cor, causa básica de morte, local de residência e ocorrência no período de 2010 a 2015. Os dados coletados foram aplicados ao programa Microsoft® Excel 2010 para tabulação e análise estatística descritiva com frequência absoluta e relativa e estão apresentados por meio de tabelas e gráficos. Resultados: Na população da região centro-oeste do Brasil é possível evidenciar mortes causadas pelo câncer de colo de útero de acordo com dados levantados nos ano de 2010-2015, nas idades inicias de 15 à 19 anos, sendo registrado 1 morte neste período, seguidos pelas idade de 20 à 29 anos com 65 (0.81%) de mortes, com as idade de 30 à 39 anos 338 vítimas (4,61%), com idade de 40 à 49 anos um total de mortes de 527 (9,05%), sendo evidente o crescimento com o avançar da idade aonde mulheres como 50 à 59 anos contabilizam 595 (15,09%) mortes, com idade de 60 à 69 anos um total de 446 mulheres (19,69%), com idade de 70 à 79 anos fizeram 335 (28,48%) de mulheres mortas pelo câncer de colo de útero. Entre o ano de 2010 a 2014, foi possível identificar cerca de 730 mortes relacionadas ao câncer de útero no Estado de Goiás, sendo que no ano de 2013 registrou-se o menor número de 137 mortes e no ano de 2014, registrou-se o maior número com 167. Conclusão:  Por fim, conclui-se que a prevenção é o método mais eficiente de combate ao câncer de colo de útero pode ser facilmente prevenido com políticas públicas voltadas para conscientização da população sobre a importância da visita periódica ao médico e ainda medidas como a vacinação ainda antes da relação sexual.

Referências

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero. Rio de Janeiro: INCA, 2016. Disponível: www1.inca.gov.br. Acesso: 15.10.2017.


INCA (Instituto Nacional do Câncer Jose de Alencar Gomes da Silva). Controle do Câncer de Colo do Útero. Rio de Janeiro RJ, 2017.
Publicado
2019-01-07
Seção
II Simpósio de Produção Científica do Curso de Enfermagem da UniEVANGÉLICA