ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM

PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM

  • Franck Muller Lima do NASCIMENTO
  • Rafael Mariano RIBEIRO
  • Najla Maria Carvalho de SOUZA
Palavras-chave: Acolhimento. Classificação de Risco. Protocolo de Manchester. Percepção do Enfermeiro.

Resumo

INTRODUÇÃO: A classificação de risco é um instrumento de grande importância, pois visa o atendimento imediato e prioritário aos pacientes, classificando-os conforme a urgência, sinais e sintomas apresentados, e não por ordem de chegada. Sendo assim, agiliza o serviço e promove melhorias, gerencia a entrada dos usuários na urgência e emergência, o que resulta em um atendimento ágil e resolutivo. OBJETIVO: Compreender a percepção da equipe de enfermagem a respeito do acolhimento com Classificação de Risco no serviço de pronto atendimento do em um município no interior de Goiás. MÉTODO: Estudo descritivo de abordagem qualitativa. Participaram 13 profissionais de enfermagem, enfermeiros e técnicos de enfermagem, selecionados de forma aleatória e por conveniência, nos centros de atenção integral a saúde (CAIS), e unidade de pronto atendimento (UPA) em um município do estado de Goiás.  A técnica de coleta de dados foi a entrevista semiestruturada escrita. Para análise de dados foi adotada a técnica de análise de conteúdos de Bardin. RESULTADOS: Encontrou-se duas categorias temáticas: a percepção da enfermagem referente ao Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR). Para os profissionais de enfermagem a classificação de risco é de grande importância, pois visa o atendimento prioritário aos pacientes que necessitam de um atendimento imediato, classificando-os conforme a urgência, sinais e sintomas apresentados, e não por ordem de chegada. O protocolo utilizado na UPA é o de Manchester, mas nem todos os profissionais atuantes neste setor receberam a capacitação necessária ou treinamento adequado para manusear esse protocolo. Por sua vez, os dois CAIS não possuem nenhum tipo de protocolo implantado, porém em um deles é realizado uma triagem com classificação de risco, de acordo com os parâmetros pressóricos e sinais e sintomas do paciente. A segunda categoria encontra foi fatores que facilitam ou dificultam o ACCR na percepção da equipe de enfermagem. Na UPA os profissionais apontam a funcionalidade do serviço como o fator que facilitaria o ACCR e no CAIS a estrutura adequada e equipamentos a disposição para realizar uma classificação com qualidade. Em relação as dificuldades as mais apontadas foram: o próprio paciente pela falta de discernimento e orientação adequada, a superlotação do pronto atendimento pela baixa resolutividade dos casos na atenção básica, ausência de recursos financeiros e humanos, a falta de material e a falta de compromisso da equipe multiprofissional. CONCLUSÃO: Observou-se a necessidade de investimentos na atenção básica, pois a deficiência nesse nível de atenção gera um aumento na quantidade de atendimentos dos serviços de urgência e emergência e manter um processo de educação permanente dos profissionais de saúde e a busca pela gestão de grupos ou rodas de discussão entre os serviços de emergência, regulação e atenção básica, para minimizar o fluxo e estruturar melhor a realidade. Enfim, é de suma importância também o desenvolvimento de novos estudos em relação ao tema.

Publicado
2019-01-07
Seção
II Simpósio de Produção Científica do Curso de Enfermagem da UniEVANGÉLICA