AVALIAÇÃO DO USO DO PROTOCOLO DE SEPSE EM UM HOSPITAL DE MÉDIO PORTE EM GOIÁS

  • Tatiana Caexeta FERREIRA
  • Cintia Carolina Silva BARCELOS
  • Gabriela Camargo DIAS
Palavras-chave: Sepse. Choque Séptico. Equipe Multiprofissional. Protocolos.

Resumo

INTRODUÇÃO: Sepse é um grande problema de saúde, semelhante ao infarto agudo do miocárdio (IAM), Acidente Vascular Encefálico (AVE) e politraumatismo. A mortalidade chega a números alarmantes, acometendo 25% dos enfermos, além de elevados custos, pois os pacientes acometidos necessitam de equipamentos sofisticados e assistência contínua de uma equipe multiprofissional. Seu reconhecimento precoce e tratamento adequado são fatores primordiais para a mudança deste cenário. Sendo assim, a implementação de protocolos é uma ferramenta importante neste contexto, auxiliando as instituições na padronização do atendimento ao paciente séptico, diminuindo desfechos negativos e proporcionando melhor efetividade do tratamento (COREN-SP, 2016) (DELLINGER et al., 2016). OBJETIVO: Esse estudo tem como objetivo avaliar o uso do protocolo de sepse em uma unidade hospitalar. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo, sendo uma pesquisa descritiva documental, de caráter quantitativo, realizada em um hospital de médio porte e alta complexidade, no interior de Goiás. Ao total foram avaliados 441 protocolos de sepse, foram incluídos prontuários com protocolos preenchidos desde abertura até seu fechamento, sendo esses do período de agosto/2016 a maio/2017. E, foram excluídos prontuários que não continham protocolos de sepse ou que estavam fora do período estabelecido para coleta de dados. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Entre os pacientes pesquisados o sexo feminino prevaleceu (58%). A idade variou de 13 a 109 anos. O setor onde se deu a abertura destacou-se o Pronto Socorro (81%). O Enfermeiro (a) esteve presente em 7,5%. O sinal de alerta mais frequente foi à frequência cardíaca > 90 bpm onde foi apresentado por 335 pacientes. O foco com maior incidência destacou à pneumonia (42,8%). Foram encontradas diversas fichas com campos de marcação ignorados. O enfermeiro é o profissional com grande responsabilidade de identificação e compreensão das manifestações clínicas ocasionadas pela sepse. Logo, o plano de cuidados, é extremamente necessário. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados desse estudo contribuem para a melhoria da percepção dos profissionais da saúde acerca do protocolo de sepse, visto que este revela dados pertinentes à avaliação do uso desse protocolo em uma unidade hospitalar de médio porte em Goiás. Foi possível evidenciar uma baixa adesão no preenchimento correto do protocolo, o que pode ser aperfeiçoado com educação permanente da equipe multiprofissional. Concomitantemente a publicação de novos estudos acerca do protocolo de sepse é de suma importância para a elucidação de seu uso nas unidades hospitalares, bem como a sua disseminação. Tendo em vista que o objetivo do protocolo de sepse é auxiliar as instituições na padronização do atendimento ao paciente séptico, diminuindo desfechos negativos e proporcionando melhor efetividade do tratamento. O estudo possibilitou evidenciar que com o uso correto do protocolo, o enfermeiro pode embasar sua tomada de decisão para a produção do cuidado.  Logo, o plano de cuidados assistencial voltado para estas alterações, é extremamente necessário. Os resultados do estudo sinalizam a necessidade de aprofundamento cientifico enfocando pacientes admitidos em UTI de hospitais gerais, preferencialmente multicêntrico e com orientação da coleta oportuna das culturas na primeira hora do tratamento da sepse.

Referências

COREN-SP. Sepse, um problema de saúde pública. Conselho Regional de Enfermagem. – São Paulo: COREN-SP [internet]. 2017 [acesso em: 29 set. 2016]. Disponível em: http://www.coren-sp.gov.br/sites/default/files/sepse_um_problema_de_saude_publica.pdf.

DELLINGER, RP et al. Campanha Sobrevivendo à Sepse: Diretrizes internacionais para o tratamento da sepse grave e choque séptico:2012. Critical Care Medicine, v. 41, n.2, 165–228, fev.2013. Disponível em:.acesso em 01 set. 2016.
Publicado
2019-01-08
Seção
II Simpósio de Produção Científica do Curso de Enfermagem da UniEVANGÉLICA