PROTOCOLO DE SEPSE

AVALIAÇÃO DE UM HOSPITAL DE MÉDIO PORTE EM GOIÁS

  • Tatiana Caexeta FERREIRA
  • Meillyne Alves dos REIS
  • Gláucia Oliveira Abreu Batista MEIRELES
  • Sandra Valéria Martins PEREIRA
Palavras-chave: Sepse. Choque Séptico. Equipe Multiprofissional. Protocolos

Resumo

INTRODUÇÃO: A sepse é definida pela presença de disfunção orgânica ameaçadora a vida secundária e resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. A mortalidade chega a números alarmantes atingindo a 25% dos acometidos, por isso o fomento de hábitos educativos aos profissionais que prestam cuidados a esses pacientes é de suma importância. OBJETIVO: Esse estudo visa avaliar o uso do protocolo de sepse, tendo sido o estudo realizado em uma unidade hospitalar de médio porte. MÉTODO: A estrutura metodológica trata-se de estudo transversal, descritivo e quantitativo. Ao total foram analisadas 441 fichas de protocolo de sepse no período compreendido de agosto/2016 a maio/2017. RESULTADOS: Dentre os pacientes pesquisados o sexo feminino prevaleceu (58%). A idade variou de 13 a 109 anos. O Enfermeiro (a) esteve presente em 7,5% das aberturas do protocolo. O sinal de alerta mais frequente foi a frequência cardíaca >90 bpm (n=335).  Foram encontrados diversos registros com campos de marcação ignorados, dentre eles: o diagnóstico da sepse e o destino do paciente. CONCLUSÃO: O tratamento da sepse envolve custos altíssimos, e registra, em contrapartida, baixos índices de sobrevida. O uso de protocolos da sepse serve para prestar assistência de qualidade. Assim, é fundamental o reconhecimento precoce da sepse, minimizando assim, a mortalidade dos pacientes. O enfermeiro é o profissional com grande responsabilidade de identificação e compreensão das manifestações clínicas ocasionadas pela sepse. Logo, o plano de cuidados assistencial voltado para estas alterações, é extremamente necessário.

Referências

CONTRIN, LM et al. Qualidade de vida de sobreviventes de sepse grave após alta hospitalar. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 21, n. 3, p. 795-802, jun. 2013. Disponível em .acessos em 01 set.2016.

COREN-SP. Sepse, um problema de saúde pública. Conselho Regional de Enfermagem. – São Paulo: COREN-SP [internet]. 2017 [acesso em: 29 set. 2016]. Disponível em: http://www.coren-sp.gov.br/sites/default/files/sepse_um_problema_de_saude_publica.pdf.

DELLINGER, RP et al. Campanha Sobrevivendo à Sepse: Diretrizes internacionais para o tratamento da sepse grave e choque séptico:2012. Critical Care Medicine, [S.l.], v. 41, n.2, 165–228, fev.2013.fev. Disponível em:.acesso em 01 set. 2016.

FERREIRA, R. G. S; NASCIMENTO, J. L. Intervenções de enfermagem na sepse: saber e cuidar na sistematização assistencial. Revista saúde e desenvolvimento, v. 6, n. 3, p 46-55, jan. 2014. Disponível em: https://www.uninter.com/revistasaude/index.php/saudeDesenvolvimento/article/view/283/222> acesso em 22 set.2016.


INSTITUTO LATINO-AMERICANO PARA ESTUDOS DA SEPSE. Sepse: um problema de saúde pública [Internet]. Brasília: CFM, 2015 [acesso em 02 out. 2016]. 90 p. Disponível em: http://www.ilas.org.br/assets/arquivos/upload/Livro-ILAS(Sepse-CFM-ILAS).pdf



KASHYAP, Rahul et al. Melhora dos desfechos em pacientes graves nos países em desenvolvimento: qual o próximo passo? Rev. bras. ter. intensiva, São Paulo, v. 27, n. 4, p. 312-314, dez. 2015.. Disponível em . Acesso em 02 out.2016.
ONU BR. População mundial deve atingir 9,6 bilhões em 2050, diz novo relatório da ONU [internet]. 2013 [acesso em: 09 ago. 2017]. Disponível em: https://nacoesunidas.org/populacao-mundial-deve-atingir-96-bilhoes-em-2050-diz-novo-relatorio-da-onu/


RAMALHO NETO, José Melquiades et al. Concepções de enfermeiros que atuam em unidade de terapia intensiva geral sobre sepse. Cogitare Enfermagem, [S.l.], v. 20, n. 4, nov. 2015. ISSN 2176-9133. Disponível em: . Acesso em: 09 set. 2016.

SARAIVA H; NETO RAB. Emergências clínicas: abordagem prática. 9. ed. Barueri: Manole, 2014.


VALEIRO, D.F; SILVA, R.S.U. Diagnóstico da síndrome da resposta inflamatória sistêmica e sepse. Rev. Bras. Clín. Med. São Paulo, v.10, n.1p.,5-10, jan. /fev.2012. Disponível em:< http://files.bvs.br/upload/S/1679-1010/2012/v10n1/a2682.pdf> acesso em 22 set. 2016.
Publicado
2019-01-08
Seção
II Simpósio de Produção Científica do Curso de Enfermagem da UniEVANGÉLICA