A SÍNDROME HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO

A PERSPECTIVA DA ENFERMAGEM

  • Tatiana Caexeta FERREIRA
  • Gláucia Oliveira Abreu Batista MEIRELES
  • Meillyne Alves dos REIS
Palavras-chave: Gravidez de alto risco. Hipertensão gestacional. Hipertensão induzida pela gravidez. Assistência de enfermagem.

Resumo

INTRODUÇÃO: A Síndrome Hipertensiva Específica da Gestação (SHEG) é uma doença de grande morbimortalidade que se enquadra dentre as síndromes hipertensivas gestacionais.  Especial atenção deve ser dada à pré-eclâmpsia que ocorre como forma isolada ou associada à hipertensão arterial crônica, pois está associada aos piores resultados maternos e perinatais. Considerada um grande problema de saúde pública, é relevante que a equipe de saúde conheça os fatores predisponentes para a patologia. Com a realização de programas de treinamento e capacitação espera-se que a equipe de saúde esteja apta a reconhecer a possibilidade do desenvolvimento da SHEG em qualquer momento do Pré-Natal (PN), promovendo e protegendo a saúde do binômio: gestante e feto. OBJETIVO: Este trabalho objetiva descrever a assistência de enfermagem no atendimento as gestantes portadoras da SHEG. METODOLOGIA: A estrutura metodológica que sustenta este artigo se baseia na revisão integrativa da literatura de artigos publicados na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) originais e disponíveis em texto completo nas bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (Scielo) e Base de Dados em Enfermagem (BDENF), no período entre 2010-2016, no idioma português. Objetivando a análise dos dados adotou-se, também, as recomendações de Mendes et al. (2008), acerca da revisão integrativa. RESULTADOS: Foram submetidos a análise o quantitativo de 12 artigos.  Deste modo, emergiram duas categorias: 1) conceitos, incidência, fatores de risco, sinais e sintomas da SHEG; e 2) assistência de enfermagem na SHEG. A sistematização da assistência de enfermagem a esse tipo de paciente constituiu-se um desafio, visto que é necessário prestar auxílio às demandas de autocui­dado da paciente, limitadas por déficits inerentes à gravi­dade do quadro clínico, e ao mesmo tempo estimular sua independência para o autocuidado.  Isto promove uma espécie de as­sistência emancipatória que visa o bem estar geral do binômio gestante - feto.  CONCLUSÃO: a incidência de SHEG na gestante, quando detectada, exige dos profissionais da área de saúde uma melhor preparação e a adoção de ações preventivas, levando para o campo prático e teórico uma assistência para o binômio materno-fetal voltado para a importância da prevenção. Neste sentido, confirma-se a hipótese de que enfermeiros possuem conhecimento técnico/científico para reconhecer e reagir aos sinais e sintomas sugestivo da SHEG, sendo isto fundamental para a saúde materno-fetal.

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Publicado
2019-01-08
Seção
II Simpósio de Produção Científica do Curso de Enfermagem da UniEVANGÉLICA