INCLUSÃO SOCIAL E ACADÊMICA DOS DISCENTES TRANSFERIDOS DO CURSO DO ODONTOLOGIA

  • Janaína Estéfane do Nascimento Silva
  • Lucas Rodrigues de Araújo Estrela
  • Denise Campos Amaral
  • Cyntia Rodrigues de Araújo Estrela
  • Mayara Barbosa Viandelli Mundim-Picoli
  • Carolina Cintra Gomes
  • Heliel Gomes Carvalho
  • Everaldo José de Oliveira
  • Luciana Carvalho Boggian
  • Luiz Augusto Fonseca
  • Cristiane Martins Rodrigues Bernardes

Resumo

O objetivo desse trabalho foi analisar a visão dos acadêmicos transferidos que ingressaram no Curso de Odontologia da UniEvangélica no período letivo 2018.2 quanto à inclusão ao novo ambiente onde ele se encontra e ao acolhimento dos demais discentes e dos docentes.Os importantes avanços produzidos pela democratização da sociedade, alavancada pelos movimentos de direitos humanos, apontam a emergência da construção de espaços sociais menos excludentes e de alternativas para o convívio na diversidade. A capacidade que uma cultura tem de lidar com as heterogeneidades que a compõe tornou-se uma espécie de critério de avaliação de seu estágio evolutivo, especialmente em tempos de fundamentalismos e intolerâncias de todas as ordens como este em que vivemos.Socialmente, a inclusão representa um ato de igualdade entre os diferentes indivíduos que habitam determinada sociedade. Assim, esta ação permite que todos tenham o direito de integrar e participar das várias dimensões de seu ambiente, sem sofrer qualquer tipo de discriminação e preconceito.No segundo semestre de 2018 o Curso de Odontologia do Centro Universitário de Anápolis recebeu 14 acadêmicos transferidos de diversos cursos do Brasil. No Centro Universitário de Anápolis da UniEvangélica é concedida matrícula ao aluno transferido de curso superior de instituição congênere, nacional ou estrangeira, na estrita conformidade das vagas existentes, e requerida nos prazos fixados no edital de transferência, para prosseguimento de estudos em áreas afins, mediante aprovação em processo seletivo, respeitada a legislação em vigor. O processo seletivo por transferência é regido por regulamento próprio, aprovado pelo Conselho Acadêmico Superior.Após a aprovação da transferência, esse acadêmico se coloca em outra situação, na qual a mudança para uma localidade diferente, a ausência da família e dos amigos, a divisão da moradia com pessoas desconhecidas, o cuidado de si e da vida financeira, além de um método de ensino diferente, resulta numa série de mudanças e exigências da vida universitária.Para que esse novo desafio seja enfrentado de forma mais tênue é necessário que seja realizada a inclusão desse acadêmico na turma na qual ele ingressou por meio da transferência, tanto pelos discentes quanto pelos docentes das disciplinas.Para analisar a visão dos acadêmicos quanto à inclusão ao novo ambiente onde ele se encontra e ao acolhimento dos demais discentes e dos docentes, esses acadêmicos foram abordados de forma individual e convidados a participar do trabalho, sendo esclarecidossobre a sua participação e liberdade em desistir da sua participação a qualquer momento. Foi solicitado um depoimento por escrito sobre o novo ambiente onde ele se encontrava e o acolhimento dos demais discentes e docentes. Segundo os depoimentos a inclusão foi realizada de forma gradual e com o tempo os acadêmicos se sentiram acolhidos. Uma acadêmica relatou que os primeiros dias não se sentiu incluída na turma e houve certa dificuldade na inclusão devido aos grupos estarem estabelecidos quando chegou. Conclui-se então que o acolhimento por parte dos discentes deve ser incentivada por parte dos docentes para facilitar seu processo.

Palavras-Chave: Inclusão Educacional; Estudante; Heterogeneidade.

Publicado
2019-01-11
Seção
V Mostra Cultural do Curso de Odontologia